Guia Prático: Ensaio de Pitot em Hidrantes
O técnico de segurança ou participante da brigada sempre tem a missão de inspecionar os pontos de hidrantes, visualmente verificando os componentes internos dos abrigos, se estão dentro da validade, com os testes em dia, analisando se as válvulas estão aptas para uso, entre outros pontos, mas sempre tem aquele item “ensaio com tubo de pitot” ou “teste de vazão” dos hidrantes e é nesse ponto onde surgem as maiores dúvidas.
O que é o Tubo de Pitot?
O Tubo de Pitot é um dispositivo que, posicionado no centro do fluxo de água, nos permite calcular a vazão naquele ponto do sistema que está sendo ensaiado. Através da Equação de Bernoulli, conseguimos converter essa pressão que obtemos com o Tubo de Pitot em vazão real (L/min).
Embora existam medidores de fluxo (flowmeters) e placas de orifício, a NBR 13.714 e os padrões internacionais de seguradoras recomendam o Pitot pela sua precisão em campo, diretamente no ponto de combate.
Onde eu devo testar?
Não testamos qualquer hidrante. Para validar o sistema, precisamos levá-lo ao limite, testando os dois pontos hidraulicamente mais desfavoráveis:
- Em prédios com reserva superior: São os hidrantes dos andares mais altos (menor pressão gravimétrica).
- Em plantas horizontais/industriais: São os pontos mais distantes da casa de bombas (maior perda de carga pela tubulação).
Regra de Ouro: Se o sistema performa bem no pior cenário, ele garantirá segurança em toda a edificação.
O que a Norma recomenda?
A norma técnica brasileira é clara no item C.1.3.2 (NBR 13.714:2000): os dois pontos mais desfavoráveis devem ser ensaiados, medindo a pressão dinâmica na ponta dos esguichos. As pressões obtidas devem ser iguais ou superiores às teóricas apresentadas no projeto original.
Periodicidade: a FM Global (DS 2-81) e NFPA 25 recomendam que os ensaios sejam realizados anualmente ou sempre que houver alterações na rede (ampliações ou troca de bombas).
3 Erros comuns do Teste de Vazão
Muitos iniciantes cometem erros que podem mascarar falhas graves no sistema:
Uso de Esguicho Regulável: O Ensaio de Pitot exige o uso de esguicho de jato compacto (requinte circular). Esguichos reguláveis dispersam o fluxo, tornando impossível calcular o diâmetro exato do jato e, consequentemente, a vazão real.
Posicionamento Incorreto: A velocidade da água é maior no centro da tubulação e menor nas bordas (devido ao atrito). A ponta do Pitot deve estar exatamente no centro do escoamento. Se estiver no canto, a leitura será menor que a real.
Manômetro sem Calibração: Um manômetro sem laudo é apenas um palpite. Para conformidade com auditorias de seguro e Corpo de Bombeiros, o instrumento deve estar calibrado e com certificado válido.
Boas ações para colocar em prática
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